Salário mínimo de 2022 terá o maior reajuste dos últimos seis anos

O secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, informou uma nova alta de 8,4% para 9,1% na estimativa da inflação em 2021, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O INPC é o índice utilizado como base para correção anual do salário mínimo pelo governo. Caso o aumento previsto se confirme e não ocorra mudanças no cálculo, o reajuste do salário mínimo em 2022 será o maior dos últimos seis anos.

[caption id="attachment_161786" align="alignleft" width="840"]Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil[/caption]

Atualmente, o piso nacional é de R$ 1.100. Contudo, com a nova previsão dos níveis de inflação acumulado no ano, o valor subirá para R$ 1.200 no ano que vem.

Reajuste do salário nos últimos seis anos

  • 2016: R$ 880 (Reajuste de 11,6%);
  • 2017: R$ 937 (Reajuste de 6,48%);
  • 2018: R$ 954 (Reajuste de 1,8%);
  • 2019: R$ 998 (Reajuste de 4,6%);
  • 2020: R$ 1.045 (Reajuste de 4,7%);
  • 2021: R$ 1.100 (Reajuste de 5,2%);
  • Previsão para 2022: R$ 1.200 (Reajuste de 9,1%).

Conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o piso nacional é referência para cerca de 50 milhões de pessoas em todos os Estados do país, dos quais cerca de 24 milhões são de beneficiários do INSS.

Como funciona o reajuste do salário mínimo

Durante os anos de 2011 e 2019, a correção do salário mínimo ocorria pelos índices do INPC e também passava por um aumento com base no Produto Interno Bruto (PIB). A correção tinha como objetivo aumentar o poder de compra dos brasileiros.

No entanto, desde a gestão do atual presidente, Jair Bolsonaro a regra mudou. Agora a correção ocorre apenas com base no INPC, ou seja, desde 2019 os brasileiros não possuem um aumento real no salário mínimo, apenas acompanham os índices de inflação no país para não perder o poder de compra.

É importante esclarecer que mesmo com o reajuste do salário mínimo pelo INPC e pelo PIB entre os anos de 2011 e 2019, isso não significou que os brasileiros sempre tiveram reajustes acima da inflação.

Se pegarmos os anos de 2017 e 2018, por exemplo, o reajuste foi concedido somente com base no INPC, isso porque nos anos anteriores o PIB acabou sofrendo uma retração, logo, para cumprir o reajuste, somente a inflação serviu como base para o reajuste.

Fonte: Rede Jornal Contábil.

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